“Doce Mãe, na escola não é possível abranger muitas matérias. Temos que nos especializar.”
Sim, sim! Eu ouvi isto, principalmente dos professores. Eu não concordo. E eu conheço isto muito bem, isto me tem sido repetido constantemente: se a pessoa quiser fazer qualquer coisa bem feita, ela deve especializar-se. É a mesma coisa para os esportes também. É a mesma coisa para tudo na vida. É dito e repetido, e há pessoas que podem prová-lo: para se fazer algo bem, é preciso especializar-se. Deve-se fazer isto e concentrar-se. Se você quiser ser um bom filósofo, deve aprender apenas filosofia, se quiser ser um bom jogador de tênis, deve jogar apenas tênis. Eu não penso dessa forma, é tudo o que posso dizer. Minha experiência é diferente. Acredito que existam faculdades gerais e que é muito mais importante adquirí-las do que especializar-se – a menos, é claro, que seja como o caso de M. e Mme. Curie, que queriam desenvolver uma determinada ciência, encontrar algo novo, então eles foram obrigados, naturalmente, a concentrar-se nessa ciência. Todavia, isto foi apenas até que tivessem feito a descoberta; uma vez realizada, nada os impediu de ampliarem suas mentes.
E quanto a mim, eu era repreendida o tempo todo por fazer muitas coisas diferentes! Descobri que isto tinha suas vantagens - precisamente aquelas vantagens de se ampliar, de tornar nossa mente e nossa compreensão flexíveis.
Há pessoas que adoram a aventura. São estas que eu chamo, e eis o que lhes digo: Eu as convido para a grande aventura.
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sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
experiência e flexibilidade
Uma pessoa com experiência não é necessariamente a mais avançada. Falta-lhe um elemento de simplicidade, de modéstia, e a plasticidade que nasce do fato dela não estar ainda totalmente desenvolvida.
À medida que a pessoa cresce algo se cristaliza na cabeça; isto se torna cada vez mais estabelecido e a menos que você se esforce muitíssimo, acaba se tornando fossilizado.
Isto é o que normalmente acontece com as pessoas, particularmente com aquelas que passaram a acreditar que alcançaram a meta. Sua meta pessoal, ao menos. Elas alcançaram, elas realizaram. Está acabado e ali permanecem, dizendo “É isto”. E não fazem mais nada.
Podem viver mais dez, vinte ou trinta anos, mas não se movem. Elas estão lá e lá permanecerão. Falta a essas pessoas toda a flexibilidade de natureza que é necessária para seguir adiante e progredir. Estão empacadas. Elas são ótimos objetos para serem postos num museu, mas não para trabalhar. São como exemplos para demonstrar o que pode ser realizado, mas não têm o necessário para realizar mais.
Para mim, pessoalmente, admito que prefiro para meu trabalho uma pessoa que conheça muito pouco, que não tenha se esforçado tanto, mas que possua uma grande aspiração, uma imensa boa-vontade e sinta em si mesma essa chama essa necessidade de progredir. Ela pode conhecer muito pouco, pode ter realizado menos ainda, mas se possui isto em seu interior, é um bom material com o qual se pode ir muito longe, muito mais longe.
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