Se você puder enfrentar o sofrimento com coragem, paciência, uma fé inabalável na Graça divina, se puder, em lugar de fugir do sofrimento quando ele vier, entrar nele com esta vontade, esta aspiração de atravessá-lo e encontrar a verdade luminosa, o imutável deleite que se acha no âmago de todas as coisas, a porta da dor geralmente é mais direta, mais imediata que a satisfação ou do contentamento.
Não estou falando de prazer, porque o prazer se opõe constantemente e quase que completamente a este profundo e divino Deleite.
O prazer é um disfarce enganoso e corrompido que nos afasta de nosso objetivo e certamente não deveríamos buscá-lo se desejamos encontrar a verdade. O prazer nos vaporiza; ele nos engana e desencaminha. O sofrimento nos traz de volta a uma verdade mais profunda ao obrigar-nos a nos concentrar para suportá-lo, para enfrentar aquilo que nos oprime. É no sofrimento que a pessoa encontra mais facilmente a verdadeira força outra vez, quando se é forte. É no sofrimento que é mais fácil encontrar a verdadeira fé novamente, a fé em algo que está acima e além de todo sofrimento.
Há pessoas que adoram a aventura. São estas que eu chamo, e eis o que lhes digo: Eu as convido para a grande aventura.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
prazer e dor
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Sri Aurobindo
terça-feira, 8 de março de 2011
a verdadeira coragem
A verdadeira coragem, no sentido mais profundo, é ser capaz de enfrentar tudo, tudo na vida, das menores coisas às maiores, das coisas materiais até as espirituais, sem nenhum estremecimento, sem que o coração comece a bater mais rápido, sem que os nervos tremam ou que haja a mais ínfima emoção em qualquer parte do ser. Enfrente tudo com a consciência constante da presença divina, com uma completa auto-entrega ao Divino, e com todo o ser unificado nesta vontade; então, a pessoa pode seguir em frente na vida, pode enfrentar o que for. Eu quero dizer, sem nenhum tremor, sem nenhuma vibração; isto, vocês sabem, é o resultado de um longo esforço, a menos que a pessoa tenha nascido com uma graça especial. Mas isto na verdade é ainda mais raro.
segunda-feira, 7 de março de 2011
conquistando o medo
Um dos melhores remédios para se vencer o medo é enfrentar corajosamente aquilo que se teme. Você é colocado face a face com o perigo que teme e não sente mais medo. O temor desaparece. Do ponto de vista yóguico, da disciplina, esta é a cura recomendada. Em todas as antigas iniciações, principalmente no Egito, para se praticar o ocultismo, como lhes disse da última vez, era necessário abolir completamente o medo da morte. Bem, uma das práticas daquela época era deitar o neófito num sarcófago e deixá-lo ali por alguns dias, como se ele estivesse morto. Naturalmente, ele não era deixado para morrer, de fome ou sufocado, mas ainda assim ficava ali como se estivesse morto. Parece que isto a cura de todo medo.
Quando o medo surgir, se a pessoa conseguir projetar sobre ele a consciência, o conhecimento, a força, a luz, ela pode curá-lo completamente.
Quando o medo surgir, se a pessoa conseguir projetar sobre ele a consciência, o conhecimento, a força, a luz, ela pode curá-lo completamente.
sábado, 5 de março de 2011
o medo é uma impureza
O medo é uma impureza, uma das maiores impurezas, uma daquelas que vêm mais diretamente das forças anti-divinas que querem destruir a ação divina na terra; e o primeiro dever daqueles que realmente querem praticar o yoga é eliminar de sua consciência, com toda força, toda sinceridade e toda persistência de que são capazes, até mesmo a sombra de qualquer medo. Para trilhar o caminho é preciso ser intrépido, e jamais consentir com esse mesquinho, pequeno, fraco e vexatório recuo sobre si mesmo, que é o medo.
Uma coragem indomável, uma perfeita sinceridade e uma sincera auto-entrega, de modo que a pessoa não calcule ou barganhe, não dê com a idéia de receber, não confie com a idéia de ser protegido, não tenha uma fé que exija provas – é isto que é indispensável para se trilhar o caminho, e é só isto que pode realmente protegê-lo de todo perigo.
Uma coragem indomável, uma perfeita sinceridade e uma sincera auto-entrega, de modo que a pessoa não calcule ou barganhe, não dê com a idéia de receber, não confie com a idéia de ser protegido, não tenha uma fé que exija provas – é isto que é indispensável para se trilhar o caminho, e é só isto que pode realmente protegê-lo de todo perigo.
domingo, 2 de janeiro de 2011
a mais sublime aventura
Há um momento em que a vida tal como é, assim como a consciência humana, nos parecem algo absolutamente impossível de suportar, criam uma espécie de desgosto, de repugnância. A pessoa diz: “Bem, quando se chega a isto, não pode ser isto, isto não pode continuar.” Bem, quando se chega a este ponto, a única alternativa é lançar-se por inteiro – todo nosso esforça, toda nossa vida, todo nosso ser – nesta possibilidade, se vocês quiserem, ou nesta excepcional oportunidade que nos é dada de atravessar para o outro lado. Que alívio é colocar os pés no novo caminho, aquele que o levará além! Vale a pena deixar para trás toda essa bagagem, abandonar muitas coisas a fim de dar este salto. É assim que vejo a problema.
Na verdade, esta é a mais sublime das aventuras, e se a pessoa tiver em si, por mínimo que seja, o verdadeiro espírito de aventura, vale a pena arriscar tudo.
Na verdade, esta é a mais sublime das aventuras, e se a pessoa tiver em si, por mínimo que seja, o verdadeiro espírito de aventura, vale a pena arriscar tudo.
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