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quarta-feira, 20 de julho de 2011

ria com o senhor

Todas essas coisas que parecem tão “más”, tão “repreensíveis”, tão “inaceitáveis” para a mente puritana, tornar-se-iam movimentos de deleite e liberdade numa vida totalmente divina. E por isso, nada deveria impedir-nos de conhecer, compreender, sentir e viver este maravilhoso riso do Supremo que desfruta um deleite infinito em contemplar-Se vivendo infinitamente.

Este deleite, este maravilhoso riso que dissolve toda sombra, toda dor, todo sofrimento! Você deve apenas mergulhar fundo o bastante em si mesmo para encontrar o Sol interior, para se deixar inundar por ele; e então, não há nada mais a não ser uma cascata de riso harmonioso, luminoso e ensolarado que não deixa nenhum espaço para qualquer sombra ou sofrimento.

E este Sol do riso divino encontra-se no centro de todas as coisas, é a verdade todas as coisas: devemos aprender a vê-Lo, a senti-Lo, a vivê-Lo.

O Senhor está sempre presente. Ele não leva nada a sério, tudo O deleita e Ele se diverte com você, se você souber como divertir-se. Vocês não sabem como se divertir, as pessoas não sabem como se divertir. Mas, como Ele sabe se divertir bem! Como Ele se deleita!

Portanto, estamos combinados, vamos tentar aprender a rir com o Senhor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

a amplitude da graça

Não importa quão grande sejam sua fé e sua confiança na Graça divina, não importa quão grande seja sua capacidade de vê-la atuando em todas as circunstâncias, a cada momento, em cada detalhe da vida, você jamais conseguirá compreender a maravilhosa imensidade da Sua Ação, e a precisão, a exatidão com a qual esta Ação é realizada; você nunca será capaz de perceber até que ponto a Graça realiza tudo, está por trás de tudo, organiza e conduz tudo, de maneira que a marcha rumo à realização divina seja tão rápida, tão completa, tão integral e harmoniosa quanto possível, considerando as circunstâncias do mundo.

Tão logo você esteja em contato com Ela, não há um único segundo no tempo, nenhum ponto no espaço, que não lhe revele de modo deslumbrante esta ação perpétua da Graça, esta constante intervenção da Graça.

E uma vez que tenha visto isto, você sente que jamais poderia estar à altura dela, pois jamais deveria esquecê-la ou nutrir qualquer medo, qualquer angústia, desgosto, aversão...ou mesmo sofrimento. Se você estivesse em união com esta Graça, se A visse em toda parte, começaria a viver uma vida de exultação, de pleno poder, de infinita felicidade.

E esta seria a melhor colaboração possível à Obra divina.

quarta-feira, 9 de março de 2011

prazer e dor

Se você puder enfrentar o sofrimento com coragem, paciência, uma fé inabalável na Graça divina, se puder, em lugar de fugir do sofrimento quando ele vier, entrar nele com esta vontade, esta aspiração de atravessá-lo e encontrar a verdade luminosa, o imutável deleite que se acha no âmago de todas as coisas, a porta da dor geralmente é mais direta, mais imediata que a satisfação ou do contentamento.

Não estou falando de prazer, porque o prazer se opõe constantemente e quase que completamente a este profundo e divino Deleite.

O prazer é um disfarce enganoso e corrompido que nos afasta de nosso objetivo e certamente não deveríamos buscá-lo se desejamos encontrar a verdade. O prazer nos vaporiza; ele nos engana e desencaminha. O sofrimento nos traz de volta a uma verdade mais profunda ao obrigar-nos a nos concentrar para suportá-lo, para enfrentar aquilo que nos oprime. É no sofrimento que a pessoa encontra mais facilmente a verdadeira força outra vez, quando se é forte. É no sofrimento que é mais fácil encontrar a verdadeira fé novamente, a fé em algo que está acima e além de todo sofrimento.