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quarta-feira, 9 de março de 2011

prazer e dor

Se você puder enfrentar o sofrimento com coragem, paciência, uma fé inabalável na Graça divina, se puder, em lugar de fugir do sofrimento quando ele vier, entrar nele com esta vontade, esta aspiração de atravessá-lo e encontrar a verdade luminosa, o imutável deleite que se acha no âmago de todas as coisas, a porta da dor geralmente é mais direta, mais imediata que a satisfação ou do contentamento.

Não estou falando de prazer, porque o prazer se opõe constantemente e quase que completamente a este profundo e divino Deleite.

O prazer é um disfarce enganoso e corrompido que nos afasta de nosso objetivo e certamente não deveríamos buscá-lo se desejamos encontrar a verdade. O prazer nos vaporiza; ele nos engana e desencaminha. O sofrimento nos traz de volta a uma verdade mais profunda ao obrigar-nos a nos concentrar para suportá-lo, para enfrentar aquilo que nos oprime. É no sofrimento que a pessoa encontra mais facilmente a verdadeira força outra vez, quando se é forte. É no sofrimento que é mais fácil encontrar a verdadeira fé novamente, a fé em algo que está acima e além de todo sofrimento.

segunda-feira, 7 de março de 2011

conquistando o medo

Um dos melhores remédios para se vencer o medo é enfrentar corajosamente aquilo que se teme. Você é colocado face a face com o perigo que teme e não sente mais medo. O temor desaparece. Do ponto de vista yóguico, da disciplina, esta é a cura recomendada. Em todas as antigas iniciações, principalmente no Egito, para se praticar o ocultismo, como lhes disse da última vez, era necessário abolir completamente o medo da morte. Bem, uma das práticas daquela época era deitar o neófito num sarcófago e deixá-lo ali por alguns dias, como se ele estivesse morto. Naturalmente, ele não era deixado para morrer, de fome ou sufocado, mas ainda assim ficava ali como se estivesse morto. Parece que isto a cura de todo medo.

Quando o medo surgir, se a pessoa conseguir projetar sobre ele a consciência, o conhecimento, a força, a luz, ela pode curá-lo completamente.

domingo, 6 de março de 2011

medo: falta de confiança

"Por que a pessoa sente medo?”

Suponho que seja porque ela é egoísta. uma excessiva preocupação com a própria segurança. Em segundo, aquilo que a pessoa não conhece sempre causa um sentimento de desconforto, que é traduzido na consciência pelo medo.

Mas, acima de tudo, porque ela não tem o hábito da confiança espontânea no Divino.

Se você observar profundamente as coisas, esta é a verdadeira razão. Há pessoas que nem mesmo sabem que o Divino existe, mas se poderia dizer a elas em outras palavras: “Você não tem fé em seu destino” ou “Você não sabe nada sobre a Graça” –  seja lá como for, a raiz do problema é uma falta de confiança.

Se você tivesse sempre o sentimento de que, qualquer que sejam as circunstâncias, é sempre o melhor que acontece, você não teria medo.

sábado, 5 de março de 2011

o medo é uma impureza

    O medo é uma impureza, uma das maiores impurezas, uma daquelas que vêm mais diretamente das forças anti-divinas que querem destruir a ação divina na terra; e o primeiro dever daqueles que realmente querem praticar o yoga é eliminar de sua consciência, com toda força, toda sinceridade e toda persistência de que são capazes, até mesmo a sombra de qualquer medo. Para trilhar o caminho é preciso ser intrépido, e jamais consentir com esse mesquinho, pequeno, fraco e vexatório recuo sobre si mesmo, que é o medo.

    Uma coragem indomável, uma perfeita sinceridade e uma sincera auto-entrega, de modo que a pessoa não calcule ou barganhe, não dê com a idéia de receber, não confie com a idéia de ser protegido, não tenha uma fé que exija provas – é isto que é indispensável para se trilhar o caminho, e é só isto que pode realmente protegê-lo de todo perigo.