Há pessoas que adoram a aventura. São estas que eu chamo, e eis o que lhes digo: Eu as convido para a grande aventura.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
saber como amar
“Diz-se que para nos tornarmos conscientes do Amor divino devemos abandonar todos os outros tipos de amor. Qual é o melhor meio de rejeitar o outro amor, que se adore a nós de maneira tão obstinada e não nos deixa facilmente?”
Passar por ele. Ah! – Experimentá-lo, ver o que está por trás dele, não se deter na aparência, não estar satisfeito com a forma externa, procurar pelo princípio que se acha por trás desse amor, e não se contentar até encontrar a origem do sentimento em si mesmo. Então, a forma externa vai desmoronar por si mesma e você estará em contato com o Amor divino, que está por trás de todas as coisas.
Esta é a melhor maneira. – Querer se livrar de um a fim de encontrar o outro é muito difícil. É quase impossível. Pois a natureza humana é tão limitada, tão cheia de contradições e tão exclusiva em seus movimentos, que se a pessoa quiser rejeitar o amor em sua forma inferior, ou seja, o amor humano do modo como os seres humanos o experimentam, se ela faz um esforço interior para rejeitá-lo, geralmente ela rejeita toda a capacidade de sentir amor e se torna como uma pedra. E então, às vezes ela tem que esperar por anos ou séculos antes que haja o ressurgimento em si mesma da capacidade de receber e manifestar o amor.
quarta-feira, 9 de março de 2011
prazer e dor
Se você puder enfrentar o sofrimento com coragem, paciência, uma fé inabalável na Graça divina, se puder, em lugar de fugir do sofrimento quando ele vier, entrar nele com esta vontade, esta aspiração de atravessá-lo e encontrar a verdade luminosa, o imutável deleite que se acha no âmago de todas as coisas, a porta da dor geralmente é mais direta, mais imediata que a satisfação ou do contentamento.
Não estou falando de prazer, porque o prazer se opõe constantemente e quase que completamente a este profundo e divino Deleite.
O prazer é um disfarce enganoso e corrompido que nos afasta de nosso objetivo e certamente não deveríamos buscá-lo se desejamos encontrar a verdade. O prazer nos vaporiza; ele nos engana e desencaminha. O sofrimento nos traz de volta a uma verdade mais profunda ao obrigar-nos a nos concentrar para suportá-lo, para enfrentar aquilo que nos oprime. É no sofrimento que a pessoa encontra mais facilmente a verdadeira força outra vez, quando se é forte. É no sofrimento que é mais fácil encontrar a verdadeira fé novamente, a fé em algo que está acima e além de todo sofrimento.
Não estou falando de prazer, porque o prazer se opõe constantemente e quase que completamente a este profundo e divino Deleite.
O prazer é um disfarce enganoso e corrompido que nos afasta de nosso objetivo e certamente não deveríamos buscá-lo se desejamos encontrar a verdade. O prazer nos vaporiza; ele nos engana e desencaminha. O sofrimento nos traz de volta a uma verdade mais profunda ao obrigar-nos a nos concentrar para suportá-lo, para enfrentar aquilo que nos oprime. É no sofrimento que a pessoa encontra mais facilmente a verdadeira força outra vez, quando se é forte. É no sofrimento que é mais fácil encontrar a verdadeira fé novamente, a fé em algo que está acima e além de todo sofrimento.
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Sri Aurobindo
terça-feira, 8 de março de 2011
a verdadeira coragem
A verdadeira coragem, no sentido mais profundo, é ser capaz de enfrentar tudo, tudo na vida, das menores coisas às maiores, das coisas materiais até as espirituais, sem nenhum estremecimento, sem que o coração comece a bater mais rápido, sem que os nervos tremam ou que haja a mais ínfima emoção em qualquer parte do ser. Enfrente tudo com a consciência constante da presença divina, com uma completa auto-entrega ao Divino, e com todo o ser unificado nesta vontade; então, a pessoa pode seguir em frente na vida, pode enfrentar o que for. Eu quero dizer, sem nenhum tremor, sem nenhuma vibração; isto, vocês sabem, é o resultado de um longo esforço, a menos que a pessoa tenha nascido com uma graça especial. Mas isto na verdade é ainda mais raro.
segunda-feira, 7 de março de 2011
conquistando o medo
Um dos melhores remédios para se vencer o medo é enfrentar corajosamente aquilo que se teme. Você é colocado face a face com o perigo que teme e não sente mais medo. O temor desaparece. Do ponto de vista yóguico, da disciplina, esta é a cura recomendada. Em todas as antigas iniciações, principalmente no Egito, para se praticar o ocultismo, como lhes disse da última vez, era necessário abolir completamente o medo da morte. Bem, uma das práticas daquela época era deitar o neófito num sarcófago e deixá-lo ali por alguns dias, como se ele estivesse morto. Naturalmente, ele não era deixado para morrer, de fome ou sufocado, mas ainda assim ficava ali como se estivesse morto. Parece que isto a cura de todo medo.
Quando o medo surgir, se a pessoa conseguir projetar sobre ele a consciência, o conhecimento, a força, a luz, ela pode curá-lo completamente.
Quando o medo surgir, se a pessoa conseguir projetar sobre ele a consciência, o conhecimento, a força, a luz, ela pode curá-lo completamente.
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